
A situação da limpeza urbana em Macau tem gerado indignação entre moradores e levantado questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos no município. Mesmo com um contrato milionário em vigor, a cidade enfrenta problemas visíveis com acúmulo de lixo em diversos pontos.
A Prefeitura de Macau mantém contrato vigente, de 27 de abril de 2025 a 27 de julho de 2026, com a empresa DEJ Serviços e Manutenção LTDA (CNPJ: 24.893.640/0001-36), sob o nº 078/2026. O valor do acordo chega a R$ 1.680.595,20, destinado à execução de serviços de limpeza urbana — um investimento significativo que deveria garantir eficiência e qualidade no atendimento à população.
No entanto, a realidade observada nas ruas destoa do que se espera de um contrato desse porte. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um veículo do tipo F4000, com carroceria aberta e visivelmente antigo, sendo utilizado para a coleta de lixo na Ilha de Santana. O uso de um veículo inadequado para esse tipo de serviço levanta dúvidas sobre as condições de trabalho, a segurança sanitária e o cumprimento das exigências contratuais.
Além disso, moradores relatam que o lixo segue acumulado em vários bairros da cidade, com pontos de coleta abarrotados e sem recolhimento regular. O cenário compromete não apenas a estética urbana, mas também representa riscos à saúde pública, favorecendo a proliferação de insetos e doenças.
A situação se torna ainda mais preocupante quando se observa que o município arrecadou mais de R$ 50 milhões apenas nos três primeiros meses deste ano. Diante desse volume de recursos, a população questiona por que serviços essenciais como a coleta de lixo continuam apresentando falhas tão evidentes.
A cobrança por parte dos moradores é por mais fiscalização, transparência e eficiência na execução do contrato. Afinal, limpeza urbana não é apenas uma questão de organização, mas de saúde, dignidade e respeito com a população.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Macau ou da empresa responsável sobre as denúncias.
Uma cidade suja, contratos milionários e respostas ausentes: o retrato de uma gestão que precisa dar explicações.
Portal Macauense