
O colesterol elevado continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares entre pessoas com mais de 60 anos. No entanto, especialistas alertam que não existe um único número considerado “ideal” para todos. A avaliação deve levar em conta o histórico de saúde, doenças pré-existentes e o risco individual de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Entenda os principais tipos de colesterol
O exame de sangue geralmente apresenta quatro indicadores importantes:
- Colesterol total: idealmente abaixo de 190 mg/dL para a maioria dos adultos.
- LDL (colesterol ruim): quanto menor, melhor. É o principal responsável pelo acúmulo de gordura nas artérias.
- HDL (colesterol bom): ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue. O recomendado é acima de 40 mg/dL para homens e 50 mg/dL para mulheres.
- Triglicerídeos: devem permanecer abaixo de 150 mg/dL.
Quando o LDL passa a preocupar?
Após os 60 anos, o LDL merece atenção especial. Em geral:
- Menos de 100 mg/dL: considerado adequado para pessoas sem alto risco cardiovascular.
- Menos de 70 mg/dL: recomendado para quem já teve infarto, AVC, diabetes ou apresenta alto risco de doença cardiovascular.
- Acima de 130 mg/dL: exige avaliação médica e mudanças no estilo de vida.
- Acima de 160 mg/dL: é considerado elevado e pode aumentar significativamente o risco de complicações cardiovasculares.
A idade muda o tratamento?
Sim. Em idosos, o tratamento não depende apenas do resultado do exame. Médicos também avaliam:
- Pressão arterial;
- Diabetes;
- Tabagismo;
- Obesidade;
- Histórico familiar;
- Doença renal;
- Presença de placas nas artérias.
Em muitos casos, mesmo um colesterol considerado apenas moderadamente elevado pode justificar tratamento com medicamentos, especialmente quando o paciente já apresenta outros fatores de risco.
Como manter o colesterol sob controle
Especialistas recomendam algumas medidas simples que fazem diferença:
- Adotar uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais;
- Reduzir o consumo de frituras, embutidos e alimentos ultraprocessados;
- Praticar atividade física regularmente, conforme orientação médica;
- Evitar o cigarro;
- Controlar o peso e a pressão arterial;
- Realizar exames periódicos e seguir corretamente o tratamento prescrito.
Atenção
Especialistas reforçam que, após os 60 anos, o foco não deve ser apenas o número do colesterol, mas o risco cardiovascular como um todo. Um acompanhamento médico regular é fundamental para definir se mudanças no estilo de vida são suficientes ou se há necessidade do uso de medicamentos para reduzir o risco de infarto e AVC.
A recomendação é que pessoas nessa faixa etária realizem avaliações periódicas e nunca interrompam o tratamento por conta própria, mesmo quando os níveis de colesterol estiverem controlados.
Portal Macauense – 19 anos