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MPRN obtém nova condenação na Operação Plata; Pastor acumula quase 100 anos de prisão

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve uma nova condenação no âmbito da Operação Plata, investigação que desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. A decisão foi proferida pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim) e condenou seis réus por envolvimento na ocultação e dissimulação de recursos de origem ilícita.

Entre os condenados está Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior. Com a nova sentença, ele passa a acumular 98 anos, 1 mês e 25 dias de reclusão, resultado da soma das condenações obtidas ao longo da investigação.

Segundo o MPRN, Pastor Júnior e o irmão, Valdeci Alves dos Santos, coordenavam a movimentação de bens e utilizavam familiares como intermediários para adquirir e transferir imóveis, com o objetivo de ocultar patrimônio proveniente do tráfico de drogas.

As investigações apontaram que o grupo utilizava imóveis, fazendas, veículos, empresas e até igrejas evangélicas para esconder a origem dos recursos ilícitos. De acordo com o Ministério Público, Geraldo e a esposa criaram pelo menos sete igrejas no Rio Grande do Norte e em São Paulo, algumas delas alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação.

Além das condenações, a Justiça determinou a perda de bens, direitos e valores relacionados aos condenados em favor da União. Também foi autorizada a venda antecipada dos bens apreendidos durante a investigação, como forma de evitar a desvalorização do patrimônio. Apesar da condenação, os réus poderão recorrer em liberdade.

Penas aplicadas

Na nova sentença, Geraldo dos Santos Filho foi condenado por nove atos de lavagem de dinheiro a 6 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, em regime fechado. Com as condenações anteriores, sua pena totaliza 98 anos, 1 mês e 25 dias de reclusão.

Valdeci Alves dos Santos recebeu pena de 6 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por sete atos de lavagem de capitais. Somadas às condenações anteriores, ele acumula 31 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Jefferson Santos da Silva foi condenado a 6 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, em regime semiaberto.

Francisca Neta dos Santos recebeu pena de 4 anos e 9 meses de reclusão por lavagem de capitais e associação criminosa.

Roberto dos Santos e Érica Cristina da Silva foram condenados a 3 anos e 6 meses de prisão cada um pelo crime de lavagem de dinheiro. Nos dois casos, a pena foi substituída por medidas restritivas de direitos. Érica foi absolvida da acusação de associação criminosa.

Já Aline da Silva Alves França, Jean Carlos da Silva Santos, Ingrid Daniely Vale dos Santos e Matheus Viana Alves dos Santos foram absolvidos das acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Operação Plata

Deflagrada pelo MPRN, a Operação Plata investigou um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de drogas e a integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações revelaram que o grupo utilizava uma rede de pessoas e operações financeiras para dificultar o rastreamento dos recursos, recorrendo a depósitos fracionados, movimentações em espécie e aquisição de bens em nome de terceiros.

O processo foi instruído com relatórios patrimoniais, quebras de sigilos bancário e fiscal autorizadas pela Justiça, interceptações telefônicas e materiais apreendidos durante as diligências, elementos que embasaram as condenações proferidas pela UJUDOCrim.

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