
Pesquisa Quaest mostra Cadu de Lula no empate técnico com Allyson; disputa pelo Governo do RN aponta cenário apertado no segundo turno
A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte começa a ganhar contornos de uma disputa acirrada, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24), encomendada pela Inter TV Cabugi. O levantamento aponta Allyson (União) na liderança no primeiro turno, com 25% das intenções de voto, seguido por Cadu de Lula (PT), com 21%, e Álvaro Dias (PL), com 19%.
Na sequência aparecem Rodrigo Bolsonaro, com 2%, Professor Robério Paulino, também com 2%, e Dário Barbosa, com 1%.
Apesar da vantagem numérica de Allyson no primeiro turno, o principal destaque da pesquisa está no cenário de segundo turno entre Allyson e Cadu de Lula. Nesse confronto, Allyson aparece com 35%, enquanto Cadu registra 34%.
Como a diferença é de apenas um ponto percentual e está dentro da margem de erro da pesquisa, o resultado configura empate técnico.
Disputa ainda está aberta
Os números mostram que a eleição ainda está longe de apresentar um cenário definido. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Allyson aparece com 16%, enquanto Cadu de Lula e Álvaro Dias registram 10% cada.
O dado que mais chama atenção é o elevado número de eleitores que ainda não apontaram uma preferência: 57% não sabem ou não responderam.
Além disso, 34% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto, enquanto 66% dizem ter uma escolha definitiva.
Esse cenário indica que a campanha eleitoral poderá ser decisiva para a consolidação das candidaturas e para a definição do eleitorado potiguar.
Cadu de Lula ganha espaço na disputa

Para Cadu de Lula, o levantamento representa um sinal de competitividade. Embora apareça em segundo lugar na simulação de primeiro turno, a diferença para Allyson é de apenas quatro pontos percentuais.
O desempenho projetado para um eventual segundo turno amplia a perspectiva de uma disputa equilibrada. Com 34% contra 35% de Allyson, Cadu aparece em condições de disputar voto a voto uma possível segunda etapa.
A pesquisa também aponta um eleitorado com forte desejo de mudança. 48% dos entrevistados defendem uma mudança total no governo, enquanto 33% preferem mudar apenas aquilo que não está funcionando. Somente 15% defendem a continuidade do trabalho realizado.
Apoio de Lula pode ser fator importante
Outro ponto relevante do levantamento é a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na decisão dos eleitores.
Para 37% dos entrevistados, o apoio de Lula aumenta a possibilidade de votar em determinado candidato. Para 40%, o apoio não muda a intenção de voto, enquanto 20% afirmam que a presença de Lula diminui essa possibilidade.
No caso do apoio de Flávio Bolsonaro, 17% dizem que ele aumenta a chance de voto, enquanto 42% afirmam que diminui.
Os números mostram que a vinculação política pode influenciar a disputa, mas não significa necessariamente uma transferência automática de votos.
Saúde lidera as preocupações do eleitor
A pesquisa também identificou os principais problemas que preocupam a população do Rio Grande do Norte.
A saúde aparece em primeiro lugar, citada por 38% dos entrevistados, seguida pela violência, com 20%. Corrupção aparece com 9% e infraestrutura com 5%.
O resultado coloca temas ligados aos serviços públicos e à qualidade de vida no centro da disputa eleitoral.
Cenário pode mudar até a eleição
Com um percentual elevado de eleitores ainda indecisos e mais de um terço admitindo que pode mudar de voto, o cenário apresentado pela Quaest pode sofrer alterações ao longo da campanha.
Allyson aparece numericamente à frente no primeiro turno, mas Cadu de Lula demonstra força suficiente para chegar a um eventual segundo turno em situação de empate técnico.
A pesquisa, portanto, aponta para uma eleição aberta e com potencial de forte disputa pelo eleitorado potiguar.
Para Cadu de Lula, o resultado fortalece a tese de que sua candidatura está competitiva e pode avançar para uma segunda etapa. Para Allyson, a liderança no primeiro turno mostra vantagem inicial, mas o empate projetado no segundo turno indica que a disputa poderá ser muito mais apertada.
Com a eleição ainda em construção, a principal questão passa a ser quem conseguirá transformar intenção de voto em apoio consolidado e conquistar os eleitores que ainda não definiram sua escolha.