
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a correção, o valor mínimo pago às famílias beneficiárias passará de R$ 600 para R$ 691.
O reajuste foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, e representa a primeira atualização do piso do programa desde seu relançamento, em março de 2023. Segundo o governo, o percentual considera a inflação acumulada medida pelo INPC no período.
Benefício médio também será reajustado
Além do aumento no valor mínimo, o benefício médio deverá passar de aproximadamente R$ 675 para R$ 777 por família.
O valor efetivamente recebido por cada família pode ser superior ao piso, já que o programa possui adicionais conforme a composição familiar. Entre eles estão o adicional de R$ 150 por criança de até seis anos e parcelas de R$ 50 para gestantes e integrantes de 7 a 18 anos, além do benefício destinado a mães de bebês de até seis meses.
Impacto nas contas públicas
De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas despesas de 2026. Para 2027, o custo adicional projetado é de aproximadamente R$ 22 bilhões.
O governo informou que a atualização deverá ser incorporada à proposta orçamentária de 2027, que havia sido enviada anteriormente ao Congresso sem previsão de reajuste do Bolsa Família.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
Para ingressar no programa, a família deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda mensal por pessoa de até R$ 218. Também é necessário cumprir as condicionalidades relacionadas à saúde e à educação, como frequência escolar, vacinação e acompanhamento pré-natal para gestantes.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que os pagamentos referentes a setembro de 2026 começaram nesta quinta-feira (17) e seguem até o dia 30, de acordo com o final do NIS. O reajuste anunciado nesta quinta-feira não significa necessariamente que os novos valores já estarão disponíveis no pagamento de setembro.
No Rio Grande do Norte, inclusive, alguns municípios estão entre as localidades que tiveram o calendário de setembro unificado por estarem em situação de emergência ou calamidade reconhecida pelo governo federal.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e informações de imprensa.