
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (29/9)
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O resultado representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa estava em 5,6%. Na comparação com o trimestre encerrado em julho, a taxa permaneceu estável em 5,3%.
Segundo o levantamento, a população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,6% em relação ao trimestre encerrado em maio. Na comparação anual, o recuo foi de 4,9%.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões, o maior contingente registrado na série histórica da pesquisa. O total representa aumento de 0,8% no trimestre e de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com aproximadamente 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando.
Rendimento do trabalhador
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O valor representa crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo período de 2025.
A massa de rendimento real habitual também atingiu o maior valor da série histórica, chegando a R$ 385,6 bilhões, com alta de 1,4% no trimestre e de 4,8% em relação ao ano anterior.
Informalidade
Apesar da queda do desemprego, a informalidade continua representando uma parcela significativa do mercado de trabalho brasileiro. A taxa ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a cerca de 38,8 milhões de trabalhadores informais.
O percentual estava em 37,3% no trimestre encerrado em maio e em 38% no mesmo período de 2025.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões, também o maior contingente da série histórica. Já o número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões.
Os dados mostram um mercado de trabalho com taxa de desemprego em patamar baixo, recorde no número de ocupados e crescimento do rendimento médio, embora a informalidade ainda alcance mais de um terço dos trabalhadores ocupados.
Fonte: IBGE