
Operação ocorreu nas primeiras horas deste domingo (04), durante o primeiro turno das eleições; foram apreendidos R$ 12,5 mil em espécie, cheque de R$ 21,5 mil, equipamentos eletrônicos e documentos
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPE), cumpriu, nas primeiras horas deste domingo (04), quatro mandados de busca e apreensão no município de Macau, durante o primeiro turno das eleições.
As ordens judiciais foram cumpridas em três endereços, entre residências e estabelecimentos comerciais, e também em um veículo. Os locais e o automóvel estariam relacionados a um homem de 59 anos, investigado por suposta prática de compra de votos.
Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), por meio da 30ª Zona Eleitoral de Macau. A ação teve como objetivo localizar e apreender elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados.
Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos equipamentos de informática, incluindo notebooks e gabinetes, um aparelho celular, R$ 12.550 em dinheiro, além de um cheque preenchido no valor de R$ 21.500.
Também foram encontrados materiais de campanha eleitoral e registros contendo nomes de pessoas e valores que, segundo os elementos reunidos na investigação, ultrapassariam R$ 150 mil.
Vídeos integram investigação
De acordo com as informações que constam na investigação, vídeos anexados aos autos mostram o investigado, supostamente, oferecendo dinheiro a mototaxistas na região central de Macau.
Em determinado momento, conforme registrado nas imagens, o homem teria jogado o dinheiro no chão e, posteriormente, deixado o local em um veículo.
A investigação também aponta que o suspeito teria aparecido anteriormente em outro vídeo que circulou no município, no qual teria feito declarações que, segundo os investigadores, poderiam provocar animosidade entre eleitores.
O homem investigado exerceu um cargo político na região entre os anos de 2008 e 2016. Após o cumprimento das medidas judiciais, ele foi conduzido para prestar esclarecimentos e, posteriormente, liberado.
Investigação continua
A apuração tem como base a suspeita de prática do crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, que trata da corrupção eleitoral e prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
O material apreendido será analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação. A apuração continua com o objetivo de esclarecer a origem dos recursos, identificar eventuais beneficiários e verificar se houve efetivamente compra de votos ou outras irregularidades eleitorais.
Até o momento, a investigação não representa, por si só, uma condenação. O investigado é considerado inocente até eventual decisão judicial definitiva.
Fonte: informações da investigação policial e eleitoral.