Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo registraram as maiores taxas de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 e tiveram Flávio Bolsonaro (PL) como o candidato mais votado para presidente. O senador superou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados.
Mato Grosso do Sul teve o maior percentual de eleitores que não compareceram às urnas, com 23,87%. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 23,32%; Minas Gerais, com 22,79%; e São Paulo, com 22,54%.
No país, cerca de 21,08% dos eleitores aptos não votaram, o equivalente a mais de 33 milhões de pessoas.
A maior vantagem ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde Flávio obteve 58,60% dos votos válidos, contra 34,68% de Lula. No Rio de Janeiro, os percentuais foram de 53,01% e 39,41%, respectivamente.
Em São Paulo, Flávio alcançou 51,93%, ante 38,20% do petista. Já em Minas Gerais, a disputa foi mais equilibrada: 48,24% para Flávio e 43,33% para Lula.
Abstenção por estado
(Com 99,5% das urnas apuradas, em %)
- Mato Grosso do Sul: 23,87%
- Rio de Janeiro: 23,32%
- Minas Gerais: 22,79%
- São Paulo: 22,54%
- Mato Grosso: 22,20%
- Goiás: 21,83%
- Rondônia: 21,71%
- Espírito Santo: 21,37%
- Rio Grande do Sul: 21,35%
- Alagoas: 20,61%
- Paraná: 20,57%
- Acre: 20,43%
- Amazonas: 20,16%
- Bahia: 19,97%
- Maranhão: 19,74%
- Pará: 19,11%
- Santa Catarina: 18,95%
- Distrito Federal: 18,90%
- Rio Grande do Norte: 18,38%
- Tocantins: 18,34%
- Pernambuco: 18,16%
- Amapá: 17,41%
- Paraíba: 17,38%
- Sergipe: 17,30%
- Piauí: 17,16%
- Roraima: 17,12%
- Ceará: 15,52%
Na apuração nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Como nenhum dos dois ultrapassou 50% dos votos válidos, a disputa pela Presidência será definida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Eleições 2026
A votação do primeiro turno ocorreu no domingo (4), com 158.745.463 eleitores aptos a participar. Além da escolha do presidente da República, os eleitores votaram para governador, senador e deputado federal, estadual ou distrital.
Nas disputas para presidente e governador, a eleição termina no primeiro turno quando um dos candidatos supera 50% dos votos válidos. Se nenhum alcançar esse resultado, os dois primeiros colocados voltam às urnas no segundo turno.
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Para o Senado, cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes, somando 54 vagas. Os candidatos com o maior número de votos em cada unidade da Federação ficam com as cadeiras.
Já as eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal seguem o sistema proporcional. Ao todo, são 513 vagas para deputado federal, 1.035 para deputado estadual e 24 para deputado distrital.
A definição das cadeiras leva em conta a votação obtida por partidos e federações, conforme as regras previstas na legislação eleitoral.
Fonte: Brasil 61