
O município de Pedro Avelino, no Rio Grande do Norte, recebeu R$ 2.621.593,00 em emendas parlamentares destinadas à saúde apenas no mês de dezembro de 2024. Os recursos, todos classificados como emendas de custeio, deveriam ser utilizados para manutenção de serviços básicos, compra de insumos, medicamentos, repasses a unidades de saúde e outros gastos recorrentes da pasta.
Entre os destaques, estão os seguintes parlamentares:
- R$ 450 mil de emenda de bancada federal, com destinação genérica à saúde;
- R$ 350 mil do senador Rogério Marinho;
- R$ 300 mil do deputado federal Benes Leocádio;
- R$ 299 mil do senador Styvenson Valentim;
- R$ 200 mil do deputado federal Sargento Gonçalves;
Os valores foram liberados quase todos de uma vez, às vésperas do fim do exercício fiscal de 2024, e somam uma das maiores entradas de recursos da saúde municipal num único mês.
Mas quem fiscalizou a aplicação desses recursos?
A principal dúvida que fica é: quem fiscalizou o uso desse dinheiro?
A Câmara Municipal, que tem como função precípua a fiscalização das contas do Executivo, se posicionou? Alguém da bancada de oposição ou mesmo da base chegou a cobrar explicações públicas? Houve prestação de contas detalhada pela Prefeitura sobre como, quando e onde esses recursos foram utilizados?
Até o momento, não se encontrou nenhum relatório público, no Portal da Transparência do município, que detalhe o uso específico de cada emenda recebida, mesmo com a exigência legal de divulgação.
Emendas de custeio, especialmente na área da saúde, são essenciais para garantir o funcionamento da atenção básica. No entanto, a falta de controle social e de fiscalização efetiva abre brecha para má gestão e desvio de finalidade.
O que a população de Pedro Avelino quer saber é simples:
Onde foi parar cada centavo desses R$ 2,6 milhões?
Os vereadores estão atentos ou omissos?
A Prefeitura vai, de fato, prestar contas?

Fonte: Tesouro Nacional