
A saúde pública de Macau, área vital para o bem-estar da população, vem enfrentando uma crise marcada por disputas políticas e forte restrição orçamentária. Sob a coordenação do vice-prefeito Raimundo, o setor vive o que muitos classificam como um “cerco financeiro” promovido pela atual gestão do prefeito Veras.
Para 2025, a previsão orçamentária inicial da saúde era de R$ 49.815.884,00 — o que corresponderia a uma média mensal de R$ 4,15 milhões. No entanto, o relatório financeiro do primeiro semestre expõe uma execução muito abaixo do esperado: apenas R$ 15.035.550,45 foram investidos nos seis primeiros meses do ano, cerca de 30% do total previsto.
A defasagem entre o planejado e o efetivamente executado levanta sérias preocupações. Profissionais da saúde denunciam escassez de insumos, atrasos salariais e infraestrutura em estado crítico. Já os moradores relatam filas intermináveis, exames constantemente remarcados e um atendimento cada vez mais precário.
Diante desse cenário, cresce a percepção de que a saúde tem sido utilizada como instrumento de barganha política, em vez de prioridade de governo. Enquanto isso, a população — especialmente a mais vulnerável — continua sendo a principal vítima da má gestão e do descaso com o dinheiro público.

Demonstrativo de despesas por funções e áreas
Fonte: TCE/RN