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MPF Cobra Transparência da Prefeitura de Macau no Uso dos Recursos do Fundeb

A Prefeitura de Macau está sob a atenção do Ministério Público Federal (MPF), que emitiu uma Recomendação formal exigindo mudanças imediatas na gestão dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O documento, assinado pelo procurador da República Higor Rezende Pessoa, foi direcionado à prefeita e à Secretaria Municipal de Educação.

Com mais de nove páginas, a Recomendação traz determinações claras e rigorosas, reforçando a fiscalização do MPF sobre o uso de verbas públicas, especialmente aquelas destinadas à educação básica. O órgão alerta que, caso as medidas não sejam implementadas, os gestores poderão ser responsabilizados por eventuais irregularidades futuras.

O que está em jogo

O MPF exige o fim imediato de práticas consideradas irregulares, como transferências fora dos padrões legais, saques em dinheiro e uso inadequado de contas bancárias. O Ministério Público quer garantir que toda movimentação dos recursos do Fundeb ocorra de forma exclusivamente eletrônica, com total transparência, rastreabilidade e controle.

Entre as exigências, a Prefeitura deve:

  • Criar contas bancárias específicas para cada tipo de recurso (regulares e precatórios);
  • Restringir o acesso aos valores apenas ao prefeito e ao secretário de Educação;
  • Atualizar as informações bancárias nos sistemas oficiais, como o SIOPE;
  • Evitar o uso de ordens de pagamento para empresas;
  • Proibir qualquer saque em espécie;
  • Comprovar a adoção dessas medidas em até 30 dias úteis.

Críticas e repercussão

Embora a Recomendação não configure uma acusação direta, ela levanta sérias dúvidas sobre o controle e a transparência da atual gestão na aplicação dos recursos da educação.

“A partir da entrega, considera-se o gestor pessoalmente ciente da situação, podendo ser responsabilizado por eventos futuros”, alerta o documento do MPF.

A medida também lança uma questão política relevante: Macau está falhando na gestão dos recursos educacionais? A Prefeitura terá agora 15 dias úteis para responder se acatará ou não as recomendações e, principalmente, para apresentar provas de que está adotando todas as medidas exigidas.

Fonte: MPF

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