
O transporte escolar em Macau vive uma crise que expõe a negligência da gestão municipal com a segurança dos estudantes. Em áudio divulgado nas redes sociais, uma mãe de aluno denunciou de forma contundente o estado precário dos ônibus que atendem as comunidades de Salinópolis, Tambaú e Quixabas. O relato escancarou o que já é de conhecimento de muitos moradores: veículos sucateados, superlotação, e ausência total de manutenção adequada.
Segundo o desabafo da mãe, os ônibus quebram quase toda semana, atrasando ou impedindo o acesso de crianças e adolescentes às escolas. Mas o problema vai muito além dos atrasos: os veículos circulam em condições mecânicas extremamente perigosas. Freios comprometidos, direção ociosa, portas que não abrem, e outros defeitos graves colocam em risco diário a vida de dezenas de alunos que dependem do serviço para estudar.
“A gente coloca os filhos no ônibus rezando pra que cheguem vivos na escola e em casa”, diz a mãe, em tom de desespero. A indignação dela ecoa a revolta de outras famílias, que já não sabem mais a quem recorrer diante da omissão da Prefeitura.
A superlotação é outro agravante. Em vez de oferecer transporte digno, o município amontoa alunos nos ônibus, desrespeitando normas de segurança e de lotação máxima previstas para o transporte escolar.
Enquanto isso, a gestão municipal permanece em silêncio. Nenhuma nota oficial foi publicada até o momento para explicar a situação ou apresentar soluções concretas. A sensação é de abandono.
Diante desse cenário, a população cobra providências urgentes do poder público. É inadmissível que, em pleno 2025, crianças sejam submetidas a um transporte escolar que mais parece um atentado à sua segurança. A educação começa pelo caminho até a escola — e esse caminho, em Macau, está cheio de riscos e descaso.