
Com contratos que somam mais de R$ 46 milhões apenas na saúde, além de diversas dispensas de licitação, o Legislativo macauense tem se mostrado inerte diante das irregularidades e distante dos interesses da população.
A função da Câmara Municipal é fiscalizar o Executivo e garantir que o dinheiro público seja aplicado de forma correta e transparente. Mas em Macau, o que se vê é um cenário de omissão e complacência. Enquanto a gestão da prefeita Flávia Veras movimenta contratos milionários e amplia despesas sem licitação, os vereadores permanecem em silêncio, deixando a população sem a devida representação e fiscalização.
Somente na área da saúde, os contratos firmados pela Prefeitura ultrapassam R$ 46 milhões. Valores altos, que deveriam garantir o funcionamento pleno dos serviços de atendimento, mas que na prática não se refletem em melhorias concretas para os macauenses. Faltam medicamentos, equipamentos e profissionais, enquanto as queixas da população se multiplicam.
Apesar dos números alarmantes, a Câmara Municipal não tem cumprido seu papel fiscalizador. Nenhum pedido de investigação foi formalizado, e as sessões legislativas raramente abordam com profundidade o destino dos recursos públicos. A omissão dos parlamentares diante de indícios de má gestão e uso questionável do dinheiro público tem alimentado a insatisfação popular.
Além dos contratos na saúde, outras contratações com dispensa de licitação também levantam suspeitas. Empresas têm sido contratadas sem processo licitatório regular, sob justificativas frágeis ou pouco transparentes. Ainda assim, não há questionamento formal por parte do Legislativo, que parece mais comprometido com o alinhamento político do que com a defesa dos interesses da população.
Para muitos cidadãos, a Câmara de Macau deixou de representar o povo. O Legislativo, que deveria atuar como freio e contrapeso do poder Executivo, tornou-se um braço passivo da atual gestão, deixando de lado sua principal função: fiscalizar e cobrar transparência.
Enquanto isso, a cidade enfrenta sérios problemas estruturais, com precariedade na saúde, deficiências na educação e abandono em diversas áreas públicas. A ausência de uma atuação firme da Câmara reforça a percepção de que Macau tem um Legislativo omisso, distante e alheio aos anseios populares.
Procurada pela reportagem, a Câmara Municipal de Macau não respondeu aos questionamentos sobre a ausência de fiscalização e sobre a falta de posicionamento diante dos contratos milionários e dispensas de licitação da atual gestão. O espaço segue aberto para manifestação.
Portal Macauense