
A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró informou, em nota publicada nesta quarta-feira (25), que a paciente internada com suspeita de Mpox teve resultado negativo para a doença. O caso vinha sendo acompanhado com atenção pelas autoridades sanitárias locais.
A mulher deu entrada no dia 20 de fevereiro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel apresentando sintomas compatíveis com a doença. Diante da suspeita, a Prefeitura adotou imediatamente o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, realizando o isolamento da paciente, administração de medicação e coleta de material para exames laboratoriais.
As amostras foram encaminhadas para análise em Natal, e o resultado descartou a infecção pelo vírus da Mpox (monkeypox), tranquilizando a população e encerrando a investigação do caso.
As variantes da Mpox
Atualmente, o vírus da Mpox possui dois principais clados identificados:
- Clado I (África Central): associado a quadros historicamente mais graves.
- Clado II (África Ocidental): responsável pela maioria dos casos registrados fora da África nos últimos anos, incluindo no Brasil, geralmente com menor gravidade.
No país, os registros recentes estão ligados majoritariamente ao clado II, considerado menos letal e com menor taxa de complicações.
Sintomas e transmissão
A Mpox é caracterizada por sintomas como:
- Febre
- Dor de cabeça e dores musculares
- Inchaço dos linfonodos
- Lesões na pele que evoluem para crostas
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais, secreções respiratórias em contato próximo e objetos contaminados.
Risco real para a população
Especialistas apontam que o risco de disseminação ampla é considerado baixo, já que a doença exige contato próximo e direto para transmissão na maioria dos casos. O Brasil mantém sistema de vigilância ativa, com protocolos claros para identificação, isolamento e monitoramento de casos suspeitos.
A Secretaria de Saúde reforçou que segue atenta e preparada para agir conforme as orientações do Ministério da Saúde. O resultado negativo em Mossoró demonstra a importância da atuação preventiva e do cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários.
A recomendação é que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem contato próximo até avaliação profissional. Informação responsável e acompanhamento técnico continuam sendo as principais ferramentas para evitar alarme desnecessário.