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Gasolina dispara na Refinaria Clara Camarão e acumula quase R$ 1 real de aumento em um mês

Foto: Reprodução

Reajustes semanais na refinaria elevam preço e aumentam pressão sobre consumidores e economia local

A Refinaria Clara Camarão voltou a reajustar o preço da gasolina nesta quinta-feira (2), reforçando um cenário que tem pesado cada vez mais no bolso do consumidor. Operada pela Brava Energia, a unidade mantém a política de revisão semanal, mas os números mostram uma sequência de aumentos que chama atenção.

O litro da gasolina passou de R$ 3,82 para R$ 3,85 — um reajuste aparentemente pequeno, de apenas R$ 0,03. No entanto, quando analisado o histórico recente, o impacto é significativo: em menos de um mês, o combustível acumulou alta de R$ 0,96, saindo de R$ 2,89 no início de março para os atuais R$ 3,85.

Apesar de o diesel ter se mantido estável nesta última atualização, isso não alivia o cenário. O combustível também já acumula um aumento expressivo no período, chegando a R$ 1,55 de alta desde o começo de março, tanto na modalidade EXA quanto LCT.

A justificativa técnica da política de ajustes semanais pode até fazer sentido sob a lógica de mercado, mas na prática o que se observa é uma escalada contínua de preços em curto intervalo de tempo. Para o consumidor final, especialmente em regiões do interior do Rio Grande do Norte, isso significa combustível mais caro nos postos, aumento no custo do transporte e reflexo direto no preço de produtos e serviços.

Outro ponto que levanta questionamentos é a falta de previsibilidade. Com reajustes frequentes e sem um horizonte claro de estabilidade, motoristas e empresários ficam à mercê de variações constantes, dificultando o planejamento financeiro.

Enquanto isso, o discurso de equilíbrio entre mercado e competitividade não encontra eco na realidade de quem depende do combustível diariamente. O resultado é um efeito cascata que penaliza principalmente a população de menor renda, ampliando ainda mais a pressão econômica já enfrentada no estado.

Diante desse cenário, cresce a necessidade de maior transparência e debate sobre os critérios adotados para os reajustes, além de uma atuação mais firme dos órgãos de fiscalização para garantir que a conta não continue sendo paga, quase sempre, pelo consumidor final.

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