
Polícia Civil cumpre 20 mandados de busca e apreensão em Mossoró, Natal e Fortaleza; investigação apura possíveis fraudes, pagamento de vantagens ilícitas e falsificação de documentos
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Agrado, que investiga um suposto esquema de fraudes e favorecimento ilícito envolvendo procedimentos administrativos do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN). A ação teve como um dos principais alvos a unidade do órgão em Mossoró, na região Oeste do estado.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, a investigação apura possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e organização criminosa. Os investigadores também apuram suspeitas de facilitação de procedimentos e de liberação indevida de veículos mediante o pagamento de vantagens ilícitas.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Mossoró e Natal, no Rio Grande do Norte, e em Fortaleza, no Ceará. Entre os locais alvo das diligências está a sede do Detran em Mossoró, além de residências de pessoas investigadas.
Como parte das medidas determinadas pela Justiça, cinco servidores públicos foram afastados das funções, sendo quatro ligados ao Detran e um policial militar que atua na área de trânsito. Também foi determinado o monitoramento eletrônico de quatro investigados, com uso de tornozeleiras eletrônicas.
Os investigados ainda estão sujeitos a medidas cautelares que impedem o acesso, a frequência e a aproximação das dependências do Detran/RN. Segundo as informações divulgadas, essas restrições abrangem unidades relacionadas à investigação.
Durante as diligências, os policiais apreenderam computadores, celulares, documentos e outros equipamentos eletrônicos. O material deverá passar por análise para auxiliar na identificação da dinâmica dos fatos e de eventual participação de outras pessoas.
Investigação começou em 2025
A Operação Agrado 2 é um desdobramento de uma investigação iniciada em 2025. Na primeira fase, a Polícia Civil apurou suspeitas relacionadas principalmente à atuação de despachantes. Nesta segunda etapa, o foco da investigação passou também para servidores públicos e possíveis irregularidades nos procedimentos internos do órgão.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, os policiais passaram a verificar como veículos com possíveis irregularidades documentais conseguiam avançar em procedimentos de regularização dentro do Detran. A partir dessas apurações, surgiram suspeitas de pagamento de vantagens ilícitas para facilitar ou acelerar determinados serviços.
A Polícia Civil deverá analisar o conteúdo dos dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos durante a operação. O objetivo é reunir novos elementos para esclarecer os fatos e verificar a eventual participação de outras pessoas.
As investigações continuam em andamento. Os envolvidos são considerados investigados, e as suspeitas ainda serão apuradas no decorrer do inquérito policial e do processo judicial.