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Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro de 2026; veja calendário e quem recebe

Foto: Reprodução

Em outubro de 2026, os beneficiários do Bolsa Família já percebem a alta no pagamento. O governo elevou o piso de R$ 600 para R$ 691 após aplicar, no mês anterior, um reajuste de 15,04%. Para o cálculo, considerou o INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026.

De acordo com o cronograma do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), os repasses de outubro ocorrem entre os dias 19 e 30. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do país, busca garantir uma renda mínima às famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Além disso, o programa aparece entre os fatores associados à saída do Brasil do mapa da fome.

Atualmente, cerca de 54,3 milhões de pessoas recebem o benefício.

Quanto o programa passa a pagar

Com o reajuste, cada integrante da família passa a representar R$ 164 no cálculo do benefício. No entanto, o programa garante um piso total de R$ 691. Assim, quando a soma dos valores fica abaixo desse limite, o Benefício Complementar cobre a diferença.

Além do valor básico, o programa oferece adicionais por integrante:

  • Para cada criança de 0 a 6 anos: acréscimo de R$ 173;
  • Para cada criança ou adolescente de 0 a 18 anos: acréscimo de R$ 58;
  • Para gestantes e nutrizes: acréscimo de R$ 58, ao longo de 6 a 9 meses.

Quem pode receber

Podem participar do programa as famílias com renda mensal de até R$ 218 por integrante. Além disso, um responsável familiar precisa inscrever o grupo no Cadastro Único. Normalmente, o procedimento ocorre em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em outro local indicado pela prefeitura.

Sempre que houver mudança de renda, endereço, telefone ou composição familiar, o responsável precisa atualizar o cadastro. Isso vale, por exemplo, para casamento, adoção ou morte de um integrante. No caso de crianças e adolescentes, a família também deve informar a série, o nome e o endereço da escola.

O programa ainda estabelece compromissos nas áreas de saúde e educação. As gestantes precisam fazer o pré-natal. Já as crianças menores de 7 anos devem manter a vacinação em dia e passar por acompanhamento nutricional.

Na educação, as crianças de até 5 anos precisam ter frequência escolar mínima de 60%. Para estudantes de 6 a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a Educação Básica, a exigência sobe para 75%.

Quando o benefício pode ser interrompido

Dependendo da situação, o governo pode bloquear, suspender ou cancelar o benefício. No bloqueio, o sistema retém temporariamente o pagamento até que a família regularize a pendência.

Entre os motivos estão CPF irregular, dados incorretos ou desatualizados no Cadastro Único, identificação de trabalho infantil, decisão judicial ou descumprimento das regras do programa.

Já a suspensão ocorre quando a família descumpre as exigências de forma reiterada. Nesse caso, o pagamento para e o beneficiário não pode sacar posteriormente o valor referente ao período suspenso. Antes do cancelamento definitivo, o benefício pode permanecer inativo por até seis meses.

Existe, no entanto, uma regra de transição. Se a renda por pessoa aumentar, mas permanecer em até R$ 706, a família continua recebendo 50% do benefício por até 12 meses.

Por outro lado, quem passa a receber aposentadoria, pensão ou BPC/LOAS destinado a idosos mantém metade do valor por dois meses.

Calendário de pagamentos em outubro

A Caixa faz os pagamentos todos os meses de acordo com o último número do NIS do responsável familiar. O beneficiário pode consultar esse número no cartão do programa. Veja o calendário de outubro:

  • Final 1: segunda-feira (19)
  • Final 2: terça-feira (20)
  • Final 3: quarta-feira (21)
  • Final 4: quinta-feira (22)
  • Final 5: sexta-feira (23)
  • Final 6: segunda-feira (26)
  • Final 7: terça-feira (27)
  • Final 8: quarta-feira (28)
  • Final 9: quinta-feira (29)
  • Final 0: sexta-feira (30)

Como o dinheiro é depositado

A Caixa Econômica Federal deposita o benefício na conta do responsável familiar. O pagamento pode cair em conta poupança, conta digital ou poupança social digital.

Caso a família ainda não tenha uma conta bancária, a Caixa abre automaticamente uma Conta Poupança Social Digital, sem cobrança de tarifas.

Pelo aplicativo Caixa Tem, o beneficiário pode usar o Pix, transferir dinheiro e pagar contas. Além disso, o cartão do Bolsa Família permite sacar valores em espécie, fazer compras no débito e realizar pagamentos.

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