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Cemitério Monsenhor Honório volta a enfrentar abandono e moradores cobram respeito à memória dos seus entes queridos

Foto: Redes Sociais

O Cemitério Público Monsenhor Honório, em Macau, volta a ser alvo de críticas da população por uma situação que, segundo moradores, já se tornou recorrente: a falta de manutenção e limpeza adequada do espaço ao longo do ano.

Ano após ano, o cenário parece se repetir. A limpeza do cemitério costuma ganhar atenção apenas nas proximidades do Dia de Finados, enquanto, durante boa parte do restante do ano, o mato cresce, o carrapicho toma conta de áreas do local e a sujeira se acumula.

A situação não é apenas uma questão estética. O abandono pode favorecer a presença de insetos e animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões, formigas, além de ratos e baratas, representando riscos para familiares que visitam os túmulos e para os próprios trabalhadores responsáveis pela manutenção do espaço.

O mato alto e o carrapicho também dificultam o acesso aos túmulos, tornando ainda mais dolorosa a experiência de quem vai ao cemitério prestar uma homenagem ou simplesmente visitar um ente querido.

Mais do que um espaço público, o Monsenhor Honório guarda a história de inúmeras famílias macauenses. Ali estão sepultadas pessoas que fizeram parte da construção e da história de Macau. São pais, mães, filhos, irmãos, amigos e cidadãos que deixaram suas marcas na cidade.

Por isso, o estado de conservação do cemitério não deveria ser tratado apenas como uma obrigação administrativa. É uma questão de respeito, dignidade e memória.

A cobrança por melhorias vem sendo feita constantemente por moradores nas redes sociais. A população pede que a Prefeitura de Macau realize a limpeza necessária e, principalmente, estabeleça uma rotina permanente de manutenção, evitando que o cemitério só receba atenção quando se aproxima o Dia de Finados ou outra data comemorativa.

As famílias querem ter o direito de visitar os túmulos de seus entes queridos com segurança e dignidade, sem precisar enfrentar mato alto, carrapichos e possíveis animais peçonhentos.

A população de Macau exige respeito à memória daqueles que fizeram história na cidade. O cemitério precisa ser cuidado durante todo o ano — não apenas quando as famílias se preparam para homenagear seus mortos.

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