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Gestão Veras Arrecada Quase R$ 80 Milhões, Mas Fecha 1° Semestre Com Rombo Superior a R$ 6 milhões, Aponta TCE

Apesar de ter arrecadado quase R$ 80 milhões apenas no primeiro semestre de 2025, a Prefeitura de Macau encerrou o período com um preocupante desequilíbrio nas contas públicas. De acordo com o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), apresentado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), a gestão da prefeita Veras registrou um rombo fiscal que ultrapassa R$ 6 milhões.

Os números oficiais revelam que, entre janeiro e junho, a prefeitura empenhou R$ 94.457.564,33, liquidou R$ 65.695.656,21 e pagou efetivamente R$ 59.280.319,46. O descompasso entre arrecadação, execução e pagamento reforça o cenário de desorganização fiscal que ameaça comprometer a estabilidade financeira do município.

Enquanto os números se deterioram, a Câmara Municipal permanece em silêncio, sem tomar qualquer medida de fiscalização ou cobrança mais firme. A atuação do Legislativo tem sido marcada por omissão, mesmo diante de claros sinais de descontrole orçamentário.

Na prática, quem tem dado as cartas na gestão é o pai da prefeita, figura já conhecida da política local e responsável por decisões que impactam diretamente o funcionamento da máquina pública. A prefeita, por sua vez, parece seguir à deriva, sem comando técnico efetivo e alheia às consequências de uma administração desorganizada.

Outro ponto que chama a atenção é o papel da procuradora do município, que também é irmã da gestora. Mesmo ocupando um cargo estratégico, ela não tem conseguido conter o avanço da crise fiscal. A lembrança do caso envolvendo o ex-procurador Dr. Miguel França, destituído em uma manobra do grupo familiar que hoje governa Macau, volta à tona como exemplo de como o poder é exercido nos bastidores.

O atual cenário exige atenção redobrada da sociedade civil, dos órgãos de controle e da imprensa. O rombo nas contas, a condução centralizada da gestão e a ausência de reação institucional da Câmara indicam que o município caminha por uma rota perigosa — e o preço, como sempre, pode acabar sendo pago pela população.

RREO do primeiro semestre de 2025

Fonte: TCERN

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