
O desempenho apagado da Seleção Brasileira no empate por 1 a 1 contra a Austrália, nesta sexta-feira (25), repercutiu com fortes críticas na Europa. Os dois principais diários esportivos da Espanha, Marca e As, teceram duras análises sobre a atuação da equipe comandada por Carlo Ancelotti na estreia do ciclo para a Copa do Mundo de 2030, destacando a perda de identidade da Seleção Brasileira.
O diário As foi contundente ao afirmar que o gol de cabeça anotado por Rayan nos acréscimos apenas “evitou o desastre”, mas não mascarou os problemas estruturais. A publicação apontou um erro decisivo do goleiro Hugo Souza na cobrança de falta de Irankunda e detonou o futebol apresentado, cravando que a filosofia do famoso “jogo bonito” ficou definitivamente para trás. O veículo definiu o início do novo trabalho como “um claro fracasso” e ressaltou que astros como Vini Jr. e Endrick não conseguiram criar alternativas para vencer a defesa rival.
Na mesma linha, o jornal Marca decretou que o Brasil segue apresentando os mesmos vícios do ciclo anterior, classificando a equipe como um time “sem futebol e sem cara”. Segundo a publicação, o golaço salvador nos minutos finais foi uma ação isolada de bola parada que não esconde a falta de mobilidade, imaginação e ímpeto do elenco em campo.
A imprensa espanhola concluiu que Carlo Ancelotti terá um árduo trabalho pela frente para construir um padrão tático competitivo. Para os diários, o primeiro teste deixou claro que o Brasil precisa se reinventar rapidamente, já que os nomes de peso do setor ofensivo ainda não conseguiram engrenar o ritmo esperado vestindo a camisa amarela.