
A música brasileira perdeu neste sábado (30) um de seus grandes compositores. O cantor e compositor potiguar Gilson Vieira da Silva, conhecido nacionalmente pelo sucesso “Casinha Branca”, morreu em Minas Gerais. Natural de Macau, na Costa Branca do Rio Grande do Norte, o artista deixou um legado marcado por canções que atravessaram gerações e emocionaram milhões de brasileiros.
A notícia foi confirmada pela radialista e produtora cultural Giani Carla Aguiar, esposa do compositor. Até o momento, a família não divulgou a causa da morte.
“Casinha Branca” marcou época
Lançada em 1979, a canção “Casinha Branca” transformou Gilson em um nome conhecido em todo o país. A música integrou a trilha sonora da novela Marrom Glacê e permaneceu entre as mais executadas nas rádios brasileiras por cerca de um ano.
O sucesso atravessou décadas e ganhou regravações de grandes artistas da música nacional, entre eles Maria Bethânia e Fábio Jr., consolidando-se como um clássico da música popular brasileira.
Além de “Casinha Branca”, Gilson também assinou composições de destaque como “Verdade Chinesa”, em parceria com Carlos Colla, “Fim de Solidão” e “I Love You”.
Trajetória de um filho de Macau
Nascido em Macau, Gilson passou parte da infância entre sua cidade natal e Natal. Ainda adolescente, aos 14 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca do sonho de construir uma carreira artística.
Ao longo de sua trajetória, lançou os álbuns “Vitrine” (1980), “Encontro Casual” (1987) e “Tempo Bom” (1991), consolidando seu nome como compositor e intérprete de grande sensibilidade.
Nos últimos anos, vivia de forma mais reservada no distrito de Boa Família, em Muriaé, Minas Gerais.
Velório e despedida
O corpo do artista está sendo velado em Boa Família. O sepultamento foi marcado para as 17h deste sábado na cidade de Miraí, também em Minas Gerais.
A notícia da morte provocou grande comoção entre familiares, amigos, músicos e admiradores, que utilizaram as redes sociais para prestar homenagens ao compositor.
Filho ilustre de Macau, Gilson deixa um legado eterno na música brasileira. Suas canções seguem vivas na memória afetiva de milhares de pessoas, especialmente através da inesquecível “Casinha Branca”, que se tornou símbolo de simplicidade, amor e esperança.
Macau se despede de um de seus maiores talentos, mas sua obra permanecerá eternizada na história da música popular brasileira.