
Fundadores e Emancipação
O povoamento de Macau se consolidou no início do século XIX, na antiga “ilha de Manoel Gonçalves”, usada principalmente para produção de sal. Entre seus fundadores estão capitão Martins Ferreira, quatro genros — Antônio Joaquim de Souza, Manoel Antônio Fernandes, José Joaquim Fernandes, Manoel José Fernandes —, além do brasileiro João Garcia Valadão (conhecido como João da Hora).
Elevada à vila em 2 de outubro de 1847 (Lei nº 158) e emancipada em 9 de setembro de 1875 (Lei nº 761), Macau adquiriu status de município.
Riquezas Naturais e Fontes de Renda
- Macau integra o maior polo salineiro do país, com produção de sal marinho massiva impulsionada por clima seco, salinidade e ventos constantes.
- A extração de petróleo (em terra e mar) também exerce papel importante na economia local.
- A pesca, especialmente de sardinha, além da carcinicultura e turismo ecológico, como manguezais, dunas e praias, contribuem significativamente.
Dados Econômicos Atuais
Com uma população de cerca de 28 mil habitantes e área de aproximadamente 788 km², Macau apresenta PIB municipal de cerca de R$ 1,1 bilhão, com destaque para:
- Indústria: 51,3% (sal, petróleo, pescado)
- Serviços: 27,3%
- Administração pública: 17,5%
- Agropecuária: 3,8%
O PIB per capita é de R$ 34,4 mil, acima da média estadual.
Nomes Ilustres e Contribuições
- Alberto Maranhão: atuou como deputado/prefeito estadual e foi responsável pela construção de um aterro em Macau, ligando a cidade à estrada do sertão e promovendo desenvolvimento rodoviário e urbano.
- Monsenhor João Penha Filho (Monsenhor Penha): padre que fundou o 2º Grupo de Escoteiros em Macau, o CEIHM, e foi figura central no desenvolvimento educacional e social da cidade.
- Padre Paulo Herôncio de Melo: vigário e prefeito interino entre 1930 e 1933, contribuiu politicamente e religiosamente para o município.
- Monsenhor Joaquim Honório:
Natural de Macau (RN), nasceu em 14 de janeiro de 1879, filho de Francisco Honório da Silveira Canuto e Ana Honório da Silveira. Foi o terceiro dos onze filhos do casal.
Formação e vocação religiosa
Iniciou seus estudos no seminário Episcopal da Paraíba em 1895. Recebeu as ordens menores em 1899, antes de ser ordenado sacerdote em 1902.
Pastoreio em Macau
Designado vigário paroquial de Macau em dezembro de 1902, permaneceu no cargo até 1913. Retornou para novo período de pastoreio entre 1938 e 1966.
Ações comunitárias e fundações religiosas
Durante seu primeiro período em Macau, fundou diversas associações católicas como:
Pia União das Filhas de Maria (1905)
Doutrina Cristã (1907)
Pia Associação das Almas (1910)
Confraria do Santíssimo Rosário (1910).
Outras atuações e legado educacional
Atuou também como reitor do Seminário de São Pedro (Natal), de 1927 a 1930. - Em Assú, fundou o Colégio Nossa Senhora das Vitórias durante seu trabalho pastoral lá.
Falecimento e memória
Faleceu em Natal no dia 1º de novembro de 1966; seu corpo foi trasladado para Macau, sendo sepultado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Legado cultural: A Filarmônica Monsenhor Honório
Monsenhor Honório também é lembrado pela contribuição à cultura local—fundou, em 1910, a Filarmônica Monsenhor Honório, originalmente chamada “Xaranga Nossa Senhora da Conceição”. Foi concebida como parte da paróquia e com o tempo se tornou um símbolo musical importante da cidade.
Patrimônio Cultural e Expressões Locais
- O Carnaval de Macau é tradição centenária e, por lei estadual, reconhecido como patrimônio cultural imaterial do RN.
- O Moinho de Vento virou patrimônio cultural paisagístico e turístico do estado .
- O Mercado Público foi tombado pela Fundação José Augusto por seu valor histórico.
- Na literatura, surgiu em 1998 a ICEC — Imperial Casa Editora da Casqueira, fundada por Benito Maia Barros, movimentando o cenário cultural local com autores como Vicente Serejo, Getúlio Moura, João de Aquino, entre outros.

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