portalmacauense@gmail.com

84996182063

Macau arrecada mais de R$ 114 milhões em nove meses, mas contratos milionários na saúde não se refletem em melhorias para a população

Mesmo com uma arrecadação recorde e contratos que somam R$ 46 milhões na saúde, gestão Flávia Veras é criticada por falta de investimentos em áreas essenciais e descaso com os serviços públicos.

A cidade de Macau vive uma contradição gritante entre números e realidade. Apenas nos primeiros nove meses da gestão da prefeita Flávia Veras, a Prefeitura já arrecadou R$ 114.395.685,65, segundo dados oficiais do próprio município. A projeção para o encerramento de 2025 é ainda mais robusta: R$ 186.912.660,00 em receitas públicas.

Apesar dessa expressiva arrecadação, o que se observa nas ruas e nos serviços públicos é bem diferente do que os números sugerem. A saúde municipal é o setor mais crítico: faltam medicamentos, o atendimento básico enfrenta sobrecarga e a população continua sem acesso digno a exames, consultas e tratamentos especializados, mesmo existindo contratos milionários na pasta que num total chegam a R$ 46 milhões. A sensação entre os moradores é de abandono — e cresce a percepção de que a saúde não é uma prioridade na atual gestão.

Na educação, as queixas também se acumulam. Estrutura precisando de melhorias, frota escolar sucateada, escolas com problemas de manutenção e ausência de investimentos em formação de professores têm comprometido a qualidade do ensino. Já na infraestrutura urbana, a cidade sofre com buracos nas ruas, acumulo de lixo, iluminação deficiente e obras estruturantes não existem em andamento, reflexo de uma administração que parece não devolver à população o retorno esperado dos altos valores arrecadados.

Especialistas em gestão pública apontam que a falta de transparência e planejamento pode estar na raiz do problema. Mesmo com uma das maiores arrecadações entre os municípios do litoral potiguar, Macau ainda enfrenta desafios básicos de gestão e execução orçamentária.

Enquanto os cofres municipais seguem cheios, os serviços essenciais continuam vazios de eficiência — e a população paga o preço com a queda na qualidade de vida.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Macau não respondeu aos questionamentos sobre como os recursos arrecadados estão sendo aplicados nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. O espaço permanece aberto para manifestação da gestão municipal.

Portal Macauense

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *