
Quando o lixo vira rotina, o problema deixa de ser pontual
Macau viveu neste domingo, Dia dos Pais, mais uma cena que chama atenção e provoca questionamentos sobre a limpeza urbana do município.
Nas proximidades do Mercado Público, urubus disputavam espaço com o lixo acumulado. A situação também foi registrada na esquina de uma escola de ensino infantil do município, também na Rua São Vicente, onde pessoas passavam pelo local enquanto os animais se alimentavam dos resíduos.
O mais preocupante talvez seja justamente a sensação de que cenas como essa estão se tornando comuns. O que deveria causar indignação começa a ser encarado com naturalidade.
A Prefeitura de Macau adquiriu três novos carros coletores de lixo, que, segundo a própria assessoria de comunicação do município, devem começar a circular a partir desta semana.
A expectativa é que os novos veículos contribuam para melhorar a coleta. Mas fica uma pergunta que precisa ser feita:
Enquanto os novos coletores não entram em operação, quem cuida dos pontos críticos onde o lixo continua acumulando?
Não se trata apenas de uma questão estética. Lixo exposto em áreas próximas a mercado, escola e locais de grande circulação envolve higiene, saúde pública e respeito à população.
A coleta de resíduos precisa ser contínua, especialmente nos pontos onde o problema é recorrente. Afinal, não adianta ter novos caminhões se o serviço não conseguir acompanhar a realidade das ruas.
Macau precisa de uma limpeza urbana que funcione todos os dias — inclusive aos domingos e feriados.
A cena deste Dia dos Pais deixa uma reflexão: até quando a população terá que dividir as ruas com urubus disputando lixo para que o problema seja tratado como prioridade?

Portal Macauense #19anos