
O Museu José Elviro, importante espaço dedicado à preservação da história e da memória de Macau e de toda a região salineira, foi novamente alvo de criminosos. O espaço foi arrombado e furtado na madrugada da última terça-feira (18), em uma ocorrência que provocou indignação entre pessoas ligadas à cultura e à preservação do patrimônio histórico do município.
Durante a ação, parte do acervo foi danificada e alguns objetos foram furtados. Os responsáveis pelo crime ainda não foram identificados.
Segundo Gilson Barbosa, responsável pelo museu e fiel discípulo de João de Aquino, esta seria a 14ª vez que o espaço é arrombado e furtado. A repetição das ocorrências aumenta a preocupação com a segurança das peças históricas, muitas delas consideradas importantes registros da trajetória de Macau e da região salineira.
Patrimônio ameaçado
O novo arrombamento reacende o debate sobre a necessidade de investimentos e medidas permanentes de segurança para proteger o patrimônio histórico de Macau. Para os defensores da cultura e da memória do município, cada objeto danificado ou levado representa uma perda que vai além do valor material: trata-se de parte da história da cidade que pode desaparecer.
A expectativa é de que as autoridades adotem providências para investigar o caso, identificar os responsáveis e tentar recuperar os objetos furtados. Também cresce a cobrança para que o Museu José Elviro tenha um espaço adequado, seguro e capaz de preservar o acervo histórico para as próximas gerações.