
Uma nova regra do Pix entra em vigor nesta segunda-feira (26) para reforçar o combate a fraudes e golpes financeiros. A medida do Banco Central exige que os bancos informem a etapa de rastreamento de cada transferência suspeita durante a troca de alertas entre as instituições.
Com isso, os bancos poderão identificar se o dinheiro saiu diretamente da conta da vítima ou passou por outras contas antes de chegar ao suspeito.
A mudança integra o MED 2.0, nova versão do Mecanismo Especial de Devolução, que funciona desde maio deste ano. O sistema permite rastrear valores que os criminosos transferem entre diferentes contas bancárias.
Antes, porém, o mecanismo limitava a busca à primeira conta que recebia o Pix. Dessa forma, os bancos enfrentavam dificuldades para acompanhar o dinheiro após novas transferências.
O que muda na prática com a nova regra do Pix?
Com a atualização, os bancos passam a compartilhar mais informações durante a análise de transações suspeitas. Assim, as instituições conseguem acompanhar o caminho do dinheiro e identificar as contas envolvidas na movimentação.
Além disso, o novo procedimento pode facilitar o rastreamento dos recursos e aumentar as chances de recuperação dos valores.
Para os usuários, no entanto, nada muda na forma de utilizar o Pix. Isso porque a atualização afeta apenas os processos internos das instituições financeiras.
Portanto, os clientes não precisam atualizar o aplicativo do banco nem ativar qualquer funcionalidade. As instituições realizam todo o procedimento automaticamente.
Como recuperar o dinheiro após um golpe no Pix?
Quem sofreu um golpe pode solicitar a devolução do dinheiro por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Para isso, a vítima deve registrar a contestação no aplicativo da instituição financeira.
O Banco Central permite que o cliente faça o pedido em até 80 dias após a transferência. No entanto, quanto antes a vítima comunicar a fraude, maiores serão as chances de recuperar o valor.
Após receber a contestação, o banco aciona o mecanismo e inicia o rastreamento dos recursos. Em seguida, as instituições envolvidas verificam as contas de destino e bloqueiam os valores disponíveis.
Os bancos têm até sete dias para analisar a suspeita e verificar se houve fraude. Caso confirmem o golpe, poderão devolver à vítima os recursos que conseguirem recuperar.
Apesar disso, o MED não garante a devolução integral do dinheiro. Se os criminosos já tiverem sacado os valores ou esvaziado as contas, a vítima poderá receber apenas parte do montante.
Em alguns casos, inclusive, a recuperação pode não ocorrer devido à falta de recursos disponíveis.
Por fim, o Banco Central ressalta que o mecanismo atende casos de fraude, golpes e crimes financeiros. Portanto, transferências por engano e desacordos comerciais não permitem o acionamento do MED.
Com informações do Banco Central.