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Praia de Camapum amarga vazio e prejuízo no sábado de Carnaval em Macau

Foto: Reprodução

Comerciantes relatam frustração com baixa presença de público e cobram mais planejamento e divulgação por parte da gestão municipal

O que deveria ser sinônimo de movimento intenso, vendas aquecidas e expectativa de lucro se transformou em frustração para os comerciantes da Praia de Camapum, neste sábado (14), primeiro dia oficial do Carnaval em Macau.

Tradicionalmente um dos pontos turísticos mais visitados durante o período momesco, a praia ficou praticamente deserta durante a programação organizada pela prefeitura. Com um palco montado na orla e a promessa de quatro dias de festa com atrações locais, a expectativa era de grande circulação de foliões. No entanto, o cenário visto foi de cadeiras vazias, barracas sem clientes e comerciantes contabilizando prejuízos já na largada do evento.

Segundo relatos de vendedores ambulantes e proprietários de barracas, o investimento para o Carnaval foi feito com base na tradição histórica de público expressivo na praia. Muitos reforçaram estoques, contrataram ajudantes temporários e ampliaram a estrutura para atender a demanda que simplesmente não apareceu.

A crítica que ecoa entre os trabalhadores é a falta de estratégia na organização da festa. Para eles, apenas montar um palco e manter uma atração local durante os quatro dias não tem sido suficiente para atrair turistas ou mesmo o público da própria cidade. A ausência de divulgação mais ampla e de uma programação que desperte interesse regional é apontada como um dos fatores para o esvaziamento.

O episódio reforça um debate já recorrente: a perda de força de pontos tradicionais do Carnaval macauense. O que antes era sinônimo de lotação, consumo aquecido e geração de renda, hoje enfrenta o desafio da falta de público e da consequente queda na arrecadação para pequenos empreendedores.

Para quem depende do Carnaval como principal período de faturamento do ano, o primeiro dia foi um sinal preocupante. Se o cenário não mudar nos próximos dias, o saldo da festa pode ser negativo não apenas para os comerciantes da Praia de Camapum, mas para a economia informal que sempre encontrou no reinado de Momo uma oportunidade de sobrevivência e crescimento.

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