
Levantamento da Agência Nacional de Águas aponta 2,289 bilhões de metros cúbicos armazenados. Apesar da recuperação em relação a 2025, situação hídrica ainda preocupa no Rio Grande do Norte.
Por Alderi Tavares – Bacharel em Jornalismo
Os reservatórios do Rio Grande do Norte iniciaram novembro de 2026 com 44,27% da capacidade total de armazenamento, o equivalente a aproximadamente 2,289 bilhões de metros cúbicos de água. Os dados são da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com medições de referência entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro.
Apesar de apresentar uma recuperação em comparação ao mesmo período de 2025, quando os mananciais acumulavam 42,27% da capacidade, o cenário ainda exige atenção. O volume atual permanece abaixo dos índices registrados em 2023 e 2024, quando os reservatórios potiguares alcançaram, respectivamente, 54,09% e 67,17% de armazenamento.
Quatro reservatórios estão completamente secos
Um dos dados que mais chamam a atenção no levantamento é a existência de quatro reservatórios sem nenhuma reserva de água.
Estão nessa situação:
- Itans, em Caicó;
- Passagem das Traíras, em São José do Seridó;
- Dourado, em Currais Novos;
- Mundo Novo, também em Caicó.
Além desses mananciais, outros açudes apresentam volumes considerados muito baixos, aumentando a preocupação com a disponibilidade de água em diferentes regiões do estado.
O açude Esguicho, em Ouro Branco, registra apenas 3,76% da capacidade. Já o Sabugi, em São João do Sabugi, está com 6,84%, enquanto o Boqueirão de Parelhas acumula 6,52%.
Situação dos principais reservatórios
Entre os maiores reservatórios do Rio Grande do Norte, os índices apresentam diferenças significativas.
A barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, localizada em Assú e considerada o maior reservatório do estado, está com 35,65% da capacidade, acumulando aproximadamente 845,96 milhões de metros cúbicos de água.
Já a barragem de Oiticica, em Jucurutu, apresenta uma situação mais favorável, com 67,23% da capacidade, totalizando 459,48 milhões de metros cúbicos armazenados.
O reservatório de Santa Cruz do Apodi também registra um volume superior a 60%, com 66,32% da capacidade total. Em Upanema, a barragem de Umarí apresenta 55,05%.
Cenário exige atenção
Embora os números indiquem uma pequena recuperação em relação ao ano passado, o armazenamento de água nos reservatórios potiguares continua distante dos patamares registrados em anos anteriores.
A situação reforça a importância do monitoramento permanente dos mananciais e do uso consciente da água, especialmente diante dos desafios relacionados à estiagem e à segurança hídrica no semiárido nordestino.
O acompanhamento dos volumes armazenados é fundamental para orientar o planejamento do abastecimento humano, das atividades agrícolas e da distribuição de água nos municípios do Rio Grande do Norte.
Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com dados publicados em novembro de 2026.
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