
O Rio Grande do Norte chega às eleições gerais de 2026 com o maior eleitorado de sua história. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 2.660.565 potiguares estão aptos a votar no pleito de outubro, representando um acréscimo de 105.838 eleitores em comparação com as eleições de 2022, quando o Estado registrava 2.554.727 votantes. O crescimento de 4,1% reforça uma tendência de expansão observada ao longo dos últimos anos e revela mudanças importantes no perfil do eleitor potiguar.
O avanço do cadastro eleitoral acompanha o crescimento da população apta a exercer o direito ao voto. Em 2010, o Rio Grande do Norte contabilizava 2.246.691 eleitores. Esse número passou para 2.327.451 em 2014, chegou a 2.373.619 em 2018, ultrapassou a marca dos 2,5 milhões em 2022 e agora alcança 2.660.565 eleitores. Em pouco mais de uma década e meia, o Estado incorporou 413.874 novos votantes ao cadastro da Justiça Eleitoral.
Mulheres seguem como maioria do eleitorado
Assim como nas eleições anteriores, as mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores do Rio Grande do Norte. Elas representam 53% do eleitorado, enquanto os homens correspondem a 47%, consolidando uma característica histórica das urnas potiguares.
A distribuição por faixa etária também revela um perfil predominantemente adulto. Os maiores grupos de eleitores estão concentrados entre 25 e 44 anos, especialmente nas faixas de 35 a 39 anos e 40 a 44 anos. Em seguida aparecem os eleitores entre 30 e 34 anos e 45 e 49 anos.
Já os jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo, ainda representam uma parcela reduzida do eleitorado, assim como os idosos com mais de 80 anos, embora os dados indiquem um processo gradual de envelhecimento da população potiguar.
Escolaridade revela desafios e avanços
Os dados do TSE também permitem traçar um panorama do nível de escolaridade dos eleitores.
O maior grupo é formado por pessoas com ensino fundamental incompleto, que somam 641.406 eleitores, o equivalente a 25,11% do total. Logo em seguida aparecem aqueles que concluíram o ensino médio, com 621.254 eleitores (24,32%), e os que possuem ensino médio incompleto, representando 16,19% do eleitorado.
O Estado também contabiliza 229.136 eleitores com ensino superior completo, correspondendo a 8,97% do total, além de 126.213 pessoas com curso superior incompleto.
Na outra ponta, 155.461 eleitores são analfabetos, enquanto 256.233 declararam apenas saber ler e escrever, demonstrando que os desafios relacionados à educação ainda se refletem no perfil do eleitorado.
Solteiros representam quase dois terços dos votantes
O estado civil também chama atenção no levantamento da Justiça Eleitoral.
Os solteiros representam aproximadamente 62% dos eleitores do Rio Grande do Norte, quase o dobro dos casados, que correspondem a cerca de 32%. Os grupos de divorciados e viúvos aparecem com participação semelhante, em torno de 3% cada.
Outro dado de destaque é a inclusão social no cadastro eleitoral. Atualmente, 699 eleitores utilizam nome social no registro da Justiça Eleitoral potiguar.
Biometria supera 95% e amplia segurança da votação
Além do crescimento do eleitorado, o Rio Grande do Norte também avançou na identificação biométrica dos votantes.
Dos 2.660.565 eleitores aptos, 2.536.637 já possuem biometria cadastrada, o equivalente a 95,34% do eleitorado. Em 2022, esse índice era de 93,28%.
Na prática, isso significa que o número de eleitores sem biometria caiu de 171.602 para 123.928 em apenas quatro anos. A ampliação do cadastro biométrico fortalece a segurança do processo eleitoral, reduzindo riscos de fraudes, impedindo que uma pessoa vote em lugar de outra e aumentando a confiabilidade da identificação dos eleitores nas seções eleitorais.
Eleitorado maior deve influenciar estratégias da campanha
Com um eleitorado recorde, predominantemente feminino, concentrado na população economicamente ativa e com elevado índice de biometria, o Rio Grande do Norte chega às eleições de 2026 apresentando um cenário que tende a influenciar diretamente as estratégias de campanha dos partidos e candidatos.
Os números reforçam a importância do Estado no cenário eleitoral brasileiro e mostram um eleitorado cada vez mais amplo e diversificado, que será responsável por escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais, definindo os rumos políticos do Rio Grande do Norte e do país pelos próximos anos.