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Saúde em Colapso: Gestão Flávia Tavares prioriza aluguel de estruturas enquanto corta assistência obstétrica e pediatria em Macau

​MACAU – A saúde pública de Macau atravessa um momento de severa crise. Sob o comando da prefeita Flávia Tavares — curiosamente profissional da área de saúde —, a administração municipal vem sendo alvo de duras críticas por uma inversão de prioridades: enquanto recursos milionários são destinados à locação de estruturas temporárias, serviços vitais para mulheres e crianças foram drasticamente reduzidos ou extintos.

O Fim da Assistência Obstétrica 24h

​Em um movimento que pegou a população de surpresa em 2025, a prefeita decretou o encerramento da assistência obstétrica diária no Hospital Antônio Ferraz. A justificativa oficial da gestão baseou-se na relação custo-benefício, alegando que manter a equipe de prontidão gerava um gasto elevado para o município.
​Na prática, a decisão obriga gestantes em trabalho de parto a buscarem socorro em outras cidades, elevando os riscos de complicações durante o deslocamento.

Milhões em Estruturas, Escassez em Especialidades

​O que mais causa indignação entre os munícipes é o contraste financeiro. No mesmo período em que cortou o plantão da maternidade, a Prefeitura de Macau empenhou quase R$ 2 milhões em aluguel de estruturas. Relatos indicam que muitos desses gastos ocorreram de forma desnecessária, focando em montagens temporárias enquanto a infraestrutura permanente da saúde definha.

A crise se estende a outras áreas sensíveis:

​Pediatria e Ginecologia: O município viu o fim do atendimento regular nessas especialidades, o que já reflete no agravamento de quadros clínicos de mulheres e crianças macauenses.

​É um contrassenso uma prefeita que é mulher e profissional de saúde retirar justamente o amparo à maternidade e à infância.

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