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Servidora da Polícia Científica é afastada por suspeita de emitir mais de 60 RGs falsos no RN

Foto: PCIRN

Uma servidora da Polícia Científica do Rio Grande do Norte foi afastada das funções por determinação da Justiça após ser alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23). Ela é investigada por participação em um esquema de emissão fraudulenta de documentos de identificação.

De acordo com as investigações da Operação Alter Ego, a servidora teria emitido pelo menos 60 registros gerais (RGs) falsos entre os anos de 2010 e 2014. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava suas credenciais funcionais para inserir dados biográficos falsos no sistema oficial e, de forma irregular, vinculava as próprias impressões digitais a identidades inexistentes.

Com isso, eram criadas pessoas fictícias com aparência legítima, possibilitando a prática de diversos crimes. Ainda segundo a investigação, os documentos fraudulentos teriam sido utilizados para abertura de contas bancárias, criação de empresas de fachada e aquisição de veículos.

O delegado José Guedes, da Delegacia Especializada no Combate à Corrupção e Defesa Patrimonial, destacou a gravidade do esquema. “Com esses 60 RGs falsos, foram criadas pessoas jurídicas fictícias, empresas e diversas movimentações financeiras, o que abre um leque de crimes possíveis”, explicou.

A Polícia Civil também revelou que pelo menos 140 contas bancárias podem ter sido abertas com base nas identidades falsas, e que o número de registros suspeitos pode ultrapassar 400 casos. Há indícios de ligação com crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no local de trabalho da investigada. Um notebook e um celular foram apreendidos e serão analisados para aprofundar as investigações.

Além do afastamento imediato, a Justiça determinou que a servidora está proibida de acessar as dependências e os sistemas da instituição.

Fraude foi descoberta internamente

A investigação teve início após a própria Polícia Científica identificar inconsistências em registros antigos. Em nota, o órgão informou que as irregularidades foram detectadas a partir de análises técnicas realizadas por setores especializados, especialmente em documentos emitidos antes da implantação do sistema biométrico.

Segundo a corporação, o avanço tecnológico permitiu revisar dados antigos e identificar possíveis fraudes que antes passavam despercebidas. As informações foram reunidas em relatório técnico e encaminhadas à Polícia Civil, responsável pela investigação criminal.

A Polícia Científica reforçou ainda seu compromisso com a modernização dos sistemas de identificação civil e com o apoio às investigações, contribuindo para o combate a crimes e o fortalecimento da segurança pública.

Fonte: G1

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